quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Aqui.



Existem pessoas maravilhosas demais nesse mundo.
E a gente só as encontra por aí, sem nem mais porque elas aparecem e trazem consigo uma alegria e um sentimento tão intenso que quase não cabe dentro da gente.
Eu quero sentir essa presença pra sempre, mesmo com toda a distância tudo vai estar aqui, eternizado e aceso sempre!

Com todo o amor do mundo.


sábado, 24 de janeiro de 2009

Pôr-do-Sol

"Fico tão feliz em saber que eu não sou imortal".
Uma frase que uma das pessoas mais maravilhosas que eu já conheci disse e que fixou para sempre. Essa sensação de que tudo vai acabar é realmente confortante, sensação de que isso que estamos passando não é infindável, que vai passar e que vai ter um fim ... pode ser uma passagem longa ou não, mas vai ser do tamanho ideal, sendo do tamanho que for, só não pode ser (e não é, de fato) infinita.
Imagina só o pensamento contrário, que horror. Pensar que isso tudo vai se prolongar e nunca acabar, pensar que vai ser isso, mesmo com novidades, mas que vai ser isso sempre, se renovando, se repetindo! E outra coisa é, que se fosse assim, acho que ninguém iria querer viver intensamente, sabendo que aquele momento poderia e teria a oportunidade de ocorrer mais vezes, só seria mais um momento banal na vida não-passageira em que supostamente viveríamos.Triste.
E o que traz a alegria, a boa recordação, a paixão pela vida é a intensidade com que aplicamos a cada pequeno momento vivido ... Quanto mais intensidade aplicada, mais coisas sentidas, mais sabores, mais visões, mais aromas, mais amores. Quanto mais intensidade, mais interesse em recordar, mais facilidade em fixar, em seguir e lembrar até o fim.
Ah, bendito seja o fim! Bendita seja a morte, o acabar, o ir. Porque assim como deve ser intenso o nascer e o percurso, o fim também deve ter intensidade. Assim como é preciso saber viver, é preciso saber morrer, saber acabar. E que nada seja tão banal em nenhum momento pra que tudo seja intenso, seja memorável e que perdure até o fim de tudo.






"Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais.
Mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar ..."

- Cora Coralina -

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

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Era só um dia normal de quinta-feira, onde nada demais poderia ocorrer, tudo bem é claro que poderia mas , maas ... Tá, era rotina, nada de diferente estava planejado, ela só sentava na mesma praça, no mesmo banco, no mesmo horário à esperar.
Como numa outra quinta-feira qualquer ela estava na espera, na espera que se renovava a cada vez em que esperava. E essa espera já tinha se tornado totalmente comum, rotineira, e às vezes bastante cansativa e entediante, algo que achava que seria prazeroso pra sempre tinha caído nas garras do senhor tédio. Mas mesmo assim, sentia paixão pelo tédio também. Na verdade ela sempre tentava sentir paixão por tudo o que via e fazia ... e ao sentar naquele banco, todas as quintas-feiras, no mesmo horário ela via quase todas as vezes as mesmas coisas. Tinha um carteiro que sempre passava e deixava correpondências em cada loja, tinham os pombos que às vezes eram muitos e as vezes solitários mas sempre lá, tinha a mulher que passava sempre olhando o relógio, correndo, apressada, lhe parecia tão sem paixão. Tinha o senhor que sempre lhe transparecia calmaria, experiência, sentia vontade de conversar com ele, mas ela gostava mesmo era só de observar, paixão em observar. Observava cada pedrinha, cada banco, cada lixo jogado no chão, cada folha das árvores, cada gotícula que caia da fonte, paixão por isso, paixão pelas quintas, paixão pela espera, paixão pelo tédio. Engraçado, ela nunca na vida pensou que um dia poderia tirar proveito do tédio, sempre o observava com mal olhar, assim como observa a mulher do relógio, mas se enganou e aprendeu que o tédio poderia sim trazer boas coisas, poderia trazer paixão.
Mais uma quinta-feira de sol, de gotículas, de pedrinhas, de pombos, de senhor, de mulher, de carteiro, de estalar de dedos, de se ver fazer nada, de silêncio, de observação, de calma no meio da bagunça. Quinta-feira, sim quinta-feira que parecia não acabar mas que acabava, ela tinha tanta paixão pelo final, assim como pelo começo, e depois de cada quinta-feira ela se sentia mais feliz, renovada, inteira, porque as paixões se reuninam todas num dia só.
E no fundo ela sabia o porque de tanta alegria pós quinta-feira, ela sabia porque cada quinta-feira lhe dava felicidade, era porque em cada vez que ela observava as mesmas coisas, fazia as mesmas coisas, pensava as mesmas coisas e não pensava nada ao mesmo tempo ela percebia que o que ela tinha e sempre haveria de ter era a paixão, mas paixão só pelas coisas simples!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


Faça um barco para mim.
Faço um barco para mim daqueles bem grandes, que flutuam e que vão além de qualquer fronteira, que passam do horizonte interminável e que se mostram cada vez mais pequenos por causa da imensidão das águas.
Faça um barco para mim que siga conhecendo diferenças, se mostrando no meio do desconhecido, que se faça navegar por si só. E que em cada parada, em cada porto esse tal barco seja mais aperfeiçoado, que em cada porto ele possa ter mais o que contar no final de toda longa rota. E faça com que esse barco seja capaz de carregar o máximo de coisas boas possíveis, que ele seja capaz de carregar pessoas, amores, alegrias, borboletas, brilhos, músicas, belezas, simplicidade e saudades ... faça com que ele deixe saudade e que sinta saudade. E o melhor: faça com que a saudade possa ser matada, faça com que a saudade seja sentida para acabar, para dar a alegria do reencontro, encha-o de reencontros.
Enfim, faça para mim um barco que navegue, que navegue sem rumos, que não pare e que quando parar tenha histórias para contar, alegrias para dividir e pessoas para levar numa jornada que nunca acaba !

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Posicionamentos ...

E me vêm na mente os textos de amor, de coisas ilusórias, de desejos e sentimentos. Narrativas que contam como se é sentido, como se é esperado que os sentimentos aflorem.

Tudo o que penso são nas palavras de desejo, de sonho,de imaginação e isso me cansa às vezes. Sim, eu sei que isso tudo é preciso, que sem isso é tudo mais difícil, mas todo mundo tem essas crises de querer saber só de coisas concretas, só do real, do que existe agora e pronto! É, pelo menos acho que é assim, com todo mundo, ou isso pode ser mais uma ilusão também, sabe-se lá! Não quero saber delas por hoje mesmo, que se dane!

Mas então, vamos falar de coisas normais, reais e rotineiras ... Ah não, rotineira não! Mas e agora? Lá vem ela de novo, contradição que não nos deixa em paz. Amém!

Eu quero mais contradições, sim eu as quero. Mas, eu disse que eu queria coisas mais reais, e se eu continuar nas contradições da vida todo resultado que eu terei serão mais ilusões contraditórias. Será mesmo tão difícil pensar no prático, no de verdade? Porque tudo tem que ser cercado de significados, de dúvidas, questionamentos? Fazer um exercício de viver, sem tirar proveito sentimental das coisas seria talvez mais fácil!

Mas eu penso bem depois que falo isso, penso que se não houvesse toda essa abstração, toda essa “viagem” as coisas seriam tão normaizinhas, rotineiras e entediantes! Fantasiar é a saída pra que as coisas não se tornem normais demais, e as diferentes mentes, com suas diferentes fantasias fazem com que isso seja ainda mais prazeroso de se ver, pensar, sentir.

Ainda mesmo que ás vezes eu pense que tudo não passa de muito drama, que o exagero tá pesando demais pra algumas pessoas, ainda assim eu acho que é preciso ver com esse olhar romântico/dramático todas as coisas. Mas continuo a afirmar que o equilíbrio é que faz as coisas serem como devem ser, esses exageros estragam tudo e tudo sempre tende mais para um lado que para o outro. Mas tudo bem, o que nos resta senão tentar equilibrar? Vamos lá então, eu quero sim dramacidade, sentimento, alucinações; mas faça-me um favor: não me venha com todos esse clichês exagerados!





- Letícia Borém -

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Foi pro lado da vida
Foi pro lado do fazer, agir, criar
E foi tentar, não quer conseguir sempre
Quer tentar, provar e aprovar ( ou não )
Para fazer com que nada se perca
Nada pode passar despercebido
Tudo foi e continua indo
No movimento, no levar, no tentar, no ir.

Tem dia que tudo o que a gente mais quer é viver ...



segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Quanto Tempo Mais ?

Se parasse para pensar percebia que a saudade e a falta eram muito maiores do que ela imaginava, sempre que parava para pensar percebia que a dimensão daquele sentimento era maior que o conhecido .
Não achava isso antes, não imaginava que sentiria tanta falta, que tudo isso seria tão presente e forte, não sabia que o sentimento que a dominava era tão importante e intenso para ela.
Mas ela vivia cada dia, pelo menos tentava viver cada dia intensamente. Porém, sempre havia o momento de parar para pensar na vida, pensar na falta, na ausência, na saudade, era parte da rotina também, era parte do todo.
E por mais que cada dia fosse mais um dia de novas descobertas, por mais que cada dia fosse dia de experimentar o novo ela sempre retornava ao mesmo pensamento, sempre parava por algumas horas do dia para imaginar, para pensar como tudo se passava lá, para confabular consigo mesmo como as pessoas fazem falta e como isso tudo influenciava no seu conviver, no seu cotidiano do outro lado.
E ela retornava ao clichê de que tudo tem seu lado bom, e como não deixava de ser isso teria o seu bom lado também … Pensava que agora poderia perceber o quanto as pessoas que tinha eram importantes e com certeza agora poderia dar muito mais valor às coisas e pessoas que faziam tanta falta, essa ausência a fazia perceber mais ainda o quanto ela queria, o quanto o sentimento era presente dentro dela.
Mas levava, e conseguia levar muito bem por sinal, portanto as horas de pensamento longínquo eram inevitáveis, as horas em que ela podia pensar, chorar, perceber e principalmente sentir, sentir a falta, sentir saudade, sentir alegria e tristeza, tudo num mesmo tempo, tudo mesclado, tudo ali e lá, longe e perto, deste lado e do outro!
E só tinha de continuar, até porque era aquilo que ela queria, era realmente aquilo que ela queria vivenciar. E além disso esperava, esperava pelo reencontro e esperava para sentir
mais, para provar mais, e para ter a certeza de que todos os que ficaram do lado de lá eram a parte que faltava do outro lado onde as horas de pensamento a sufocavam às vezes.
Só queria sentir, só queria viver …