quinta-feira, 22 de abril de 2010

10 p.m


Tentando entender o que nunca foi dito, nessa mistura mental que é sempre feita no estopim da agonia, da angústia, e até da angústia alheia. Não é possível querer se abster de tudo nunca, pelo contrário, o que há de mais fácil é padecer de pensar no próprio e no alheio, na metade e no todo. Distúrbio!
Interessante pensar no pensar, pensar no querer não pensar e mais uma vez no ser contraditório e sê-lo na prática.
É de se pensar, não?!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Habitat

-Desde quando foi precisa toda essa comoção?
-Desde sempre. Tudo esteve sempre aqui, comovente ou não. Esteve, está...
-Desde sempre sim, não, sim... Tudo bem, mas comoção não quer dizer sentimento.
-Passa pra frente, deixa lá onde está. Sem mais questionamentos, comoção vem de emoção, emoção pode ser sentimento sim.
-É, talvez...
-Você sempre foi confusa assim?
-Não. Só quando eu quero.
-É... Imaginei.
-É.
-Nada comovente essa sua atitude.
-Qual mesmo?
-É.
-Dá pra responder direito?
-Tá vendo.
-Droga, queria entender. Te entender.
-Talvez você saiba como. É só querer não ser tão confusa sempre. Se queira, me queira entender.
-Eu tento. Mas nada tá tão perto e intenso assim. Às vezes minha 'querência' falha.
-A de todos nós. Usa o sentimento.
-Consigo. Mas talvez não queira. Não quero. Nunca quis. Ah, você sabe e quer me irritar.
-Sim. É pra ver se você se comove.
-É.
-...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Presente.

Que já ta guardado aqui, não existem mais dúvidas. É algo tão crescente, que evolui tanto e de uma forma tão boa, fica difícil de expressar da forma correta. É como se passasem 3 anos de sentimento, pra só 1 mês de coisa vivida. Bagagem emocional, intensidade.
E tudo acaba ficando menos fosco, o brilho de tudo é maior, o sabor de tudo é melhor.
E nada tão intenso assim acaba rápido demais, e com certeza a tendência é só cescer, é só trazer mais brilho e sabor, é colorir.
Pra saber é só deixar o sentimento continuar fluindo.
Correnteza de sentimentos.
Encontro.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Porta.

E sopra um vento de estrela sem notar o que vem atrás. Se joga na onda mais alta pra colher os frutos do mar escondidos no topo da árvore da vida, sem notar o que vem pela frente. Sai do fundo pra mostrar que nada que passou continua tão vivo mais, que as coisas passam sim, de uma forma ou de outra. Diz que não vai mais deixar os galhos murcharem tanto, espera. Não quer mais viver de espera, mas espera, espera porque não há outra maneira de seguir até cansar. E se cansar, vai dizer vai tentar dizer pelo menos que aquele sopro já não é mais tão intenso, mas espera, espera sem cansar, porque nesse caso a espera é estimulante, espera é ápice de viver. Sabe que na nuvem da sua mente a chuva agora só faz molhar de bem, só faz crescer pra alegria. E quando a chuva parar, a do coração não seca, porque nada que tem um sopro tão forte de estrela seca fácil ou rápido demais, é um processo lento e indolor, sem mais pontos finais, mas com muitas reticências adoráveis, adoráveis. Sopros de estrela adoráveis, nuvens sempre molhadas, e raio de dia que consome.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Libera Geral

Cliquei em rascunho do Word e descobri que era aqui mesmo que eu queria escrever. Hoje eu nem estou afim de escrever coisas bonitinhas bloguianas com todos os acertinhos de linguagem e estética do mundo. Não.

Eu quero mesmo é rascunhar, rabiscar, distorcer. E eu sempre achei a destruição mais prazerosa do que a construção. A melhor coisa do mundo é pegar uma coisa assim, um aparelho, uma máquina, um equipamento ou até mesmo um prato e quebrar, estraçalhar, matar mesmo... Dá uma liberação de energia inexplicável. Ah, tão prazeroso!

E ai a vontade de destruição vai passando (ou dependendo do caso, ela só aumenta! Cuidado!) e vai dando espaço ao arrependimento de ter quebrado tal coisa, ou talvez o medo de alguém te dar um esporro daqueles porque você destruiu um pequeno bem material de merda.

Mas é assim mesmo, né? A vontade vem, a vontade é morta, a vontade vai embora, o remorso toma conta do lugar da vontade, o esporro toma conta do lugar do remorso, a raiva toma conta do lugar do esporro, a vontade vem, a vontade é morta, a vontade...

Bleh! Acho que eu vou embora antes que vontades me dominem e eu tenha vontade de matá-las, porque prazer e destruição pra mim são coisas conjugadas. Aham, coisas mesmo!

sábado, 17 de outubro de 2009

e ponto final ...

Um caminho, um abrigo para trazer o que se vêm perdendo com as horas que passam rápido demais, que deixam a desejar. Uma fonte de desejos, um ápice de sentimento, brainstorm. Por estas horas que nunca passam, invisíveis a olho nu, perdidas. Porque eu não quero mais dormir, quero acelerar, correr a rota, fazer rodar sem erradas impressões, e nesse mar de horas navegar sem rumo, à procura de abrigo e do que se vêm perdendo. Nenhuma pergunta, sem questões que a nada levam, deixa o barco levar, navega. Transmitir pensamento sem saber para onde vai, decidir seguir a intuição, porque as decisões intuitivas sempre foram mais bem tomadas e saber exatamente o que fazer no primeiro ato nunca foi tão fácil assim. Colher frutos, passar tempo, interrogações e principalmente reticências.


(Quase) Nada do que exponho é intrínseco e plausível.