quarta-feira, 13 de agosto de 2008

E além ...

Tudo tão novo, muita informação, muita coisa pra ver, pra sentir ...
Às vezes cansa, às vezes o que apenas quero são as mesmas coisinhas de sempre, de lá, de longe!
Mas a ânsia de aprender, ânsia de ensinar, de descobrir, experimentar e sentir me faz seguir em frente, me faz viver o presente sem pensar no tempo que falta, no que tempo que está por vir.
Pois essa é a melhor saída pra fazer com que as coisas sejam mais intensas e pra que a saudade seja amena, é viver o que está aqui, é sentir, vivenciar, provar, sem pensar, sem raciocinar. É só se jogar sem preocupações ...
Eu estou sentindo muita falta, isso é fato. Falta das coisas, dos sabores e dos cheiros, falta do cotidiano e principalmente falta das pessoas, ahh, como eu sinto falta delas.
Mas eu acho que isso vai acabar fortalecendo de algum jeito, vai acabar ajudando. Porque o que for realmente verdadeiro vai permanecer, vai ser cada vez mais estável e presente.
E uma outra certeza que tenho é que mesmo com toda essa distância e falta de contato os que são importantes estão presentes aqui, estão comigo. É presença na ausência, é lembrança todo o tempo!
E eu só quero seguir, vivenciar o que tem pra ser vivenciado e voltar quando for a hora pra poder compartilhar tudo e levar as outras lembranças para os que ficaram, mas ficaram só fisicamente porque no pensamento e na alma, esses são presentes sempre!


quarta-feira, 23 de julho de 2008

Tentar Manter O Calor Com Memórias ...

"Então eu vou tentar manter o calor com as memórias ..."
Tudo o que passou, tudo o que foi vivenciado será mantido, pra sempre aqui, pra sempre comigo.
Por que nada é tão desprezível e fácil de se esquecer assim, pelo contrário, cada minuto vivido, cada cena, cada passo, cada ação, tudo vai estar comigo, pra sempre.
As memórias vão fazer com que nada se apague, as boas memórias vão fazer com que tudo continue, aquecido, vivo, eterno. Até por que o tempo não apaga nada assim, volta e meia as coisas vêm à tona, volta e meia tá tudo aí de novo.
E é o que também ajuda, o que também faz crescer, as boas coisas, assim como as ruins vão trazer aprendizado, tudo terá um propósito, tudo será usado.
O calor vai ser mantido, sempre, aqui comigo.
As memórias, somente as memórias vão manter, e no final tudo vai ser renovado, tudo será novo, mas as memórias farão seu papel.
E a saudade acaba quando a gente chega. E o que vai nos restar é a experiência, o calor que as outras memórias nos trouxeram, e assim vai ... a cada momento uma memória vem aumentar o calor da chama que nunca vai se apagar.
Presente, sempre presente.
Calor, memórias, presença, eterno ...

terça-feira, 15 de julho de 2008

KAMIKAZE


por Rodolpho Alexandre Santos Melo Bastos


Quem nunca se deparou com incômodos na vida?
Pois é, dificilmente encontraríamos alguém tão beneficiado assim. Então imaginemo-nos em uma situação qualquer, independente de estarmos desfrutando de um bem estar, comodidade e conforto ou numa condição menos propícia a isto; é quando sentimos algo, uma gastura, o tipo de coisa que tira a concentração, que perturba e que nos faz imaginar o que será que tanto nos irrita. Geralmente é um transtorno que começa pelas pernas, uma coceira, sei lá! E quando olhamos para baixo, lá está ela, livre, desimpedida, alegre, sem preocupação, somente seguindo seu percurso, um trajeto que não sei ao certo qual é.
O que quero dizer é sobre aquele maldito incômodo causado pelas formigas, isto mesmo, as famigeradas formigas. Elas que sempre estão nos importunado, subindo em nossas pernas, tirando nossa concentração e tudo mais e, quando pensamos ter dado fim ao problema, achando que as eliminamos com um simples “tabefe” ou com uma pisada mais forte no chão, esperando que ela caia; que droga! Instantes depois começamos a sentir aquela sensação novamente. E essa sensação vai se repetindo incessantemente, como se ela quisesse nos dizer algo, nos comunicar um anseio seu; na qual temos que enfatizar o que está acontecendo, deixar de lado o que estamos fazendo e nos centrar na sua eliminação e certificar que seu corpo não possa mais se mover, para que definitivamente estejamos certos de que o incômodo não mais se repetirá, até que nos deparemos com a próxima formiga. Mas por que elas insistem tanto em subir em nossas pernas? Qual seria o seu objetivo? O que almejam?
Depois de muito tempo, estes questionamentos começaram a se tornar constantes, na mesma medida que as formigas começaram a me importunar. Então, partindo do princípio que as formigas têm um sistema de sensibilidade e percepção relevantes, penso que elas conseguem diferenciar nossas pernas de uma simples árvore, tanto pelo cheiro (se é que sentem cheiro) quanto pela pulsação que devem sentir, emitidos por nossas pernas, ou outro local de nosso corpo. Da mesma forma não as vejo subindo em animais, pelo menos não com a mesma freqüência, se é que sobem realmente nestes; também acredito que estas não se alimentam de suor humano, de tecidos ou resíduos contidos na pele, ou mesmo de nosso sangue, não as que são encontradas na cidade.
E me perdendo bastante nestes pensamentos, quase que desnecessários, que chego numa possível hipótese. As formigas devem ser suicidas, kamikazes ou coisas do tipo. Já que não possuem um motivo coerente para tal ato (subir nas pessoas), por que não especular por suicídio? Talvez estas formigas sejam diferenciadas, isto é, aquelas que foram expulsas de seus convívios por um motivo qualquer, do tipo infratoras em que devem ter transgredido alguma regra, assim, não podendo mais viver em seu meio e organização social, só lhe restando a morte como consolo para seu “espírito”, desta maneira, a única forma de ter um pouco de nobreza e honra por tal ato é o suicido. Através deste pensamento é que elas procuram “encher o saco” das pessoas, por que sabem que se insistirem um pouco neste importuno, elas com certeza irão deixar de existir. Mas tudo isto é só especulação e espero encontrar uma resposta para isto.


quarta-feira, 9 de julho de 2008

Para se sentir ...

A voz às vezes não é o bastante
As palavras se tornam desnecessárias
Os ouvidos se cansam
E os olhos precisam ser fechados
Para se sentir
Somente para sentir e nada mais
A sensação, o sentimento, a vontade
O nada.
Esquecimento, apagar, neutralizar
Por que às vezes o que é necessário
É silêncio ... Puro, neutro, só.
O que é necessário
É o fazer nada, só silêncio!
...
...
...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A Beleza Que Quase Ninguém Vê ...

Tudo é tão mais simples, e tenho dito.
As coisas que todos ou quase todos engrandecem, complicam e julgam estranho não passam de simplicidades olhadas por ângulos irreais ou criados simplesmente para dar impressão de complexidade, de entendimento do que é impossível de se entender ...
Sei que isso se contradiz com tudo ou quase tudo que eu disse, mas um outro fato é que as coisas e as pessoas mudam constantemente e essa mudança pode ser aparente, falada ou escrita!
Porque o que me vem fascinando não é o que é incapaz de ser entendido, o difícil, mas sim a complexidade que as coisas simples carregam, não deixando de serem simples jamais.
É tão mais interessante observar e prestar atenção no que está aqui, agora, puro e verdadeiro do que ficar criando ilusões, conceitos e pré-conceitos. É tão mais sincero, tão mais real e aberto e pronto.
Perceber a beleza que tem a cebola com suas várias camadas, sua cor quase que cristalina, seus componentes e casca tão frágeis e perceber que nunca tinha realmente visto uma cebola. Assim como foi dito na perfeita crônica de Rubem Alves. Porque é isso que a complexidade criada em nossas mentes faz, nos cega para as coisas reais, simples e belas. Todas as coisas com que estamos acostumados a conviver viram nada a partir do nosso automatismo prático que nos deixa vê-las mas não enxergá-las.
E é assim, tudo tão mais simples. E o que faz tudo ser mais sereno e harmonioso é isso, a capacidade que quase ninguém tem de ver que o que importa não são as dificuldades, mas sim a simplicidade. Pode e deve haver complexidade na simplicidade, mas tudo é limitado, tudo é simples, puramente. Nada que não possa ser entendido e tudo que possa ser enxergado pra poder ser admirado sem julgamentos.


domingo, 1 de junho de 2008

Mais Pensamentos Infindáveis ...

Tantos sentidos. Tudo tão multilateral, tantos significados e tendências.
Só porque o que eu vejo e penso nunca é e nem vai ser igual ao que o resto do planeta imagina.
E eu tento não pensar nisso, mas quem disse que a
complexidade existente em mim permite?! Nunca.
Penso sim, e penso muito. E são tantas as dúvidas que fazem com que a complexidade aumente e nunca seja dissolvida. Às vezes até chego em alguma conclusão, mas aí vem um ser distinto e impõe sua razão (que não deixa de ser correta), desmoronando todo, ou quase todo pensamento que existia em mim. Eu acabo tentando mesclar as duas certezas, até porque nada se divide assim, um pensamento está integrado ao outro e tudo sempre tem uma ligação. Então me vem a idéia de que as certezas não existem bem ao certo, já que são tantas as idéias e conclusões e hipóteses que tudo acaba se consumindo aos poucos e infinitamente. Tudo uma questão de visão, de crença, de perspectiva.
Quem vai saber o que é verdade ou não, o que é certeza ou não?! Todos. Pois cada um tem a sua certeza, a sua verdade, a sua complexidade definida (ou nem tão definida assim ...). Há os que conseguem alterar a verdade do outro, mas esses possuem esse poder e ele também faz parte da verdade de tal ser, então é válido.
Uma certeza que posso ter é: cada um é distinto e por consequência apresenta pensamentos distintos também. Mas será se isso realmente é uma certeza em comum? Ou só mais uma certeza individual afundada na minha eterna dúvida?
Mais uma vez o mesmo discurso, não. Queria só não pensar por alguns instantes.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Percepção ...


E se eu te beijar onde está machucado? Você vai se sentir melhor?
Se eu for bem onde necessecitas? Toda dor irá aliviar?
Cura para todo mal. Alívio para toda dor.
Venha comigo, venha sentir. Talvez ela esteja aqui, bem aqui onde ninguém imaginou.
Todo sofrimento pode ser banido e o que vai restar é pura e simplesmente vida, vida bem viva, acesa, desperta para cada piscar de olhos.
Tudo pode estar aqui, tudo pode estar perto, calmo, silencioso, mas está. Está como a brisa que não sentimos direito mas que sabemos que está ali e que faz toda a diferença.
É só tentar sentir, é só tentar ver que há uma solução e se deixar levar, deixar rolar, deixar o processo acontecer sem pressa, do jeito natural que deve ser. Deixe-se vivenciar, se entregue à maré, nada mais pode dar errado, é só deixar acontecer, simplesmente.
Tudo é tão simples, tão natural, tão sentimento. Pra que anteceder? Pra que apressar? Pra que desespero?
Deixar fluir, eis a solução. A cura pode estar aqui e está. É só sentir.


Consegue perceber?