E sopra um vento de estrela sem notar o que vem atrás. Se joga na onda mais alta pra colher os frutos do mar escondidos no topo da árvore da vida, sem notar o que vem pela frente. Sai do fundo pra mostrar que nada que passou continua tão vivo mais, que as coisas passam sim, de uma forma ou de outra. Diz que não vai mais deixar os galhos murcharem tanto, espera. Não quer mais viver de espera, mas espera, espera porque não há outra maneira de seguir até cansar. E se cansar, vai dizer vai tentar dizer pelo menos que aquele sopro já não é mais tão intenso, mas espera, espera sem cansar, porque nesse caso a espera é estimulante, espera é ápice de viver. Sabe que na nuvem da sua mente a chuva agora só faz molhar de bem, só faz crescer pra alegria. E quando a chuva parar, a do coração não seca, porque nada que tem um sopro tão forte de estrela seca fácil ou rápido demais, é um processo lento e indolor, sem mais pontos finais, mas com muitas reticências adoráveis, adoráveis. Sopros de estrela adoráveis, nuvens sempre molhadas, e raio de dia que consome.domingo, 10 de janeiro de 2010
Porta.
E sopra um vento de estrela sem notar o que vem atrás. Se joga na onda mais alta pra colher os frutos do mar escondidos no topo da árvore da vida, sem notar o que vem pela frente. Sai do fundo pra mostrar que nada que passou continua tão vivo mais, que as coisas passam sim, de uma forma ou de outra. Diz que não vai mais deixar os galhos murcharem tanto, espera. Não quer mais viver de espera, mas espera, espera porque não há outra maneira de seguir até cansar. E se cansar, vai dizer vai tentar dizer pelo menos que aquele sopro já não é mais tão intenso, mas espera, espera sem cansar, porque nesse caso a espera é estimulante, espera é ápice de viver. Sabe que na nuvem da sua mente a chuva agora só faz molhar de bem, só faz crescer pra alegria. E quando a chuva parar, a do coração não seca, porque nada que tem um sopro tão forte de estrela seca fácil ou rápido demais, é um processo lento e indolor, sem mais pontos finais, mas com muitas reticências adoráveis, adoráveis. Sopros de estrela adoráveis, nuvens sempre molhadas, e raio de dia que consome.terça-feira, 10 de novembro de 2009
Libera Geral
Eu quero mesmo é rascunhar, rabiscar, distorcer. E eu sempre achei a destruição mais prazerosa do que a construção. A melhor coisa do mundo é pegar uma coisa assim, um aparelho, uma máquina, um equipamento ou até mesmo um prato e quebrar, estraçalhar, matar mesmo... Dá uma liberação de energia inexplicável. Ah, tão prazeroso!
E ai a vontade de destruição vai passando (ou dependendo do caso, ela só aumenta! Cuidado!) e vai dando espaço ao arrependimento de ter quebrado tal coisa, ou talvez o medo de alguém te dar um esporro daqueles porque você destruiu um pequeno bem material de merda.
Mas é assim mesmo, né? A vontade vem, a vontade é morta, a vontade vai embora, o remorso toma conta do lugar da vontade, o esporro toma conta do lugar do remorso, a raiva toma conta do lugar do esporro, a vontade vem, a vontade é morta, a vontade...
Bleh! Acho que eu vou embora antes que vontades me dominem e eu tenha vontade de matá-las, porque prazer e destruição pra mim são coisas conjugadas. Aham, coisas mesmo!

sábado, 17 de outubro de 2009
e ponto final ...
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Visualizando
Quando ele a pegou pelas mãos não sabia o perigo que estava correndo, só a encontrou indefesa, solitária, solta ao relento. Não havia nada dentro dele além da extrema vontade que sentia de levá-la, de cuidar de cada pedacinho dela, de viver com ela até que se curasse, sabia de todos os riscos, sabia de todos os traumas que a conduziam ao erro, sabia que o caminho que queria seguir tinha um lado ruim mais acentuado do que o de lado de lá, mas a vontade, a tentação não o deixavam resistir, a vontade havia tomado conta da sua consciência naquela hora onde mais nada havia, só vontade. Com todo o cuidado que ele jamais teve (sempre foi considerado um homem bruto, de poucas palavras) pegou, acalentou e acariciou até que percebesse que ela se sentia um pouco segura, um pouco longe das dúvidas. Ela foi se soltando, foi amadurecendo aqueles poucos segundos de conhecimento, e foi querendo se libertar, foi querendo sair desse casulo, foi mostrando toda a liberdade que queria ter (sempre foi considerada apegada demais, dependente), e tentou seguir, tentou soltar-se dele o mais rápido possível. E ele ao perceber absurda situação se contrariou, as palavras acabaram novamente, a dureza voltou, a brutalidade era predominante mais uma vez. Ele tentou a soltar, mas se sentia apegado demais, não sabia o que fazer, pela primeira vez na vida, não sabia a atitude que queria tomar, mesmo cheio de vontades, dessa vez a vontade não fez seu papel absolutista, em estado de coma a vontade se encontrava. Ele a pegou pelas mãos, não sabia o perigo que estava correndo, não sabia. E a soltou, não sabia o perigo que estava correndo, não sabia.
sábado, 26 de setembro de 2009
Desabafo.
Apesar de ser fuga do inevitável, mas cansa... Ah, como a maldita espera cansa, cansa mais do que esperado, cansa de tão esperado que é. Mas o pior de tudo é esperar em vão, esperar sendo feita de besta, sendo usada pra uma espera que seria sem fim.
E é impressionante como a gente ainda se impressiona com as ridicularidades alheias.
Mas deixa passar, é bom pra aprender. Aprender a não esperar, a decidir e principalmente a desistir enquanto é tempo.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Ventania.

Na busca de tempos, de sempre, de um tempo psicológico que chega a ser incompreensível... Busca de todos os dias, de todos os segundos, busca de uma mente que não para de confabular outros modos de buscar, de uma mente cansada mas ainda disposta, de uma disposição quase cega.