terça-feira, 9 de agosto de 2016

sobre querer mais do mesmo


só quando a gente sente o amor de verdade é que a gente começa a querer mais do mesmo. 
e a gente começa a entender o real significado de rotina.
se rotina for contar os segundos do dia pra matar aquela saudadezinha que nunca passa,
se rotina for pensar em encontrar naquele mesmo lugar, naquela mesma praça e se alegrar por isso,
se for pensar em só deitar na mesma cama por horas e se pegar sorrindo imaginando, 
se for pensar em comer as mesmas coisas de sempre juntas e esperar ansiosamente por isso,
se for pensar em contar tudo que fez no dia sempre começando com um 'eu acordei...' e achar que nada do que aconteceu no dia fez muito sentido se não for contado assim em detalhes, 
se for pensar em sentir aquele mesmo cheirinho, rir das mesmas coisas de sempre e falar e ouvir as mesmas coisas de amor de sempre e se sentir a pessoa mais sortuda do mundo,
se for querer que tudo se repita todos os dias e se encher de alegria por isso... então rotina é a coisa mais linda que eu já vivi até hoje e é o que me faz apaixonar de novo e um pouco mais a cada dia.
imaginar como as coisas vão mudar, fazer planos, pensar em momentos novos juntas faz parte do amor, mas isso tudo só faz sentido se a rotina das pequenas coisas estiver presente desse jeitinho, fazendo a gente querer sempre mais do mesmo, porque o mesmo é o melhor que já foi sentido.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Aqui e Agora


"Ela me tirou de casa
Ela me levou na praia
Tinha um tempo que eu não ria cedo

Era uma tarde mansa
Dia de euforia rasa
Tinha um tempo que eu não ia a praia

E ela fez melhorar tudo que há
E me levou até tudo que é

(As canções de amor inventam o amor)"

A praia - Cícero

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Beyond



Nesse dia em que o amor passa a ser programado e obrigatório, nada me deixa mais feliz do que saber que nada que o mundo estabelece como padrão faz diferença no que eu sinto. 
Hoje eu sei que o amor verdadeiro deve fluir naturalmente e assim o ser todos os dias da vida, sem amarras, sem obrigações, só por bem querer.  
Quando é assim, não são necessárias declarações ou qualquer outra coisa que a gente vê sendo distribuídos automaticamente por aí nesse dia. Só é necessária a certeza de que o que é sentido aqui, também é do outro lado. 
Felizes dias são todos, pois agora sei que esse amor é tão intenso e recíproco na mesma medida, que nada mais mais importa, só o que é transmitido além das palavras, a cada segundo.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Like dreaming of angels


Sempre tive a impressão de que quando faltassem palavras é porque seria de verdade.
Pra gente que pensa demais e quer achar definição pra cada mínimo pensamento, falta de palavra é sentimento puro.
E agora faltam palavras, falta definição, faltam modos de explicar.
Mas a certeza que me pertence, o que a voz do inconsciente e do coração vem me sussurrar no ouvido todos os dias - sem exceção de um diazinho - por esses últimos meses é que o que não falta é amor. 
Amor crescente.

Wasting my young years


Das frases mais pensadas, uma faz lugar constante na mente: 'será se vale a pena?'

Um amigo diz que a resposta pra essa pergunta jamais será obtida, assim como muitas outras que a gente faz vida afora, ou quase todas, não é mesmo?

As faces do ser, do viver o agora, do se expor pro mundo se escondem no emaranhado de sentimentos opacos, invisíveis aos outros. O que é intrínseco se encarcera e não se arrisca a desabrochar, porque por mais que se tente, ninguém realmente sabe o que o outro sente ou pensa e não há proximidade que mude isso. 

O 'valer a pena' das coisas talvez se encontre aí, nessa massa sólida de sentimento preso, ou quem sabe no espaço entre ela e a alma, onde a inconstância do ser é dádiva e tormento. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Instrumental.

Nesse comodismo incessante ela não conseguia se adequar. Tentava se livrar desses pensamentos ruins até cair num buraco negro feito dos mesmos. E tentava mais do que tudo se convencer de que tudo era normal demais, de que tudo o que acontecia era, de fato, o que acontecia, aconteceu ou havia de acontecer na vida de todos um dia. Mas será? Será se tudo é tão generalizado assim mesmo? Será se esses pensamentos, essas ideias e acasos se faziam moradia na cabeça de todo o resto mesmo? Impossível de decifrar.
Pra tentar ter uma ideia mínima disso, ela observava, ela procurava entender a identidade de cada ser humano que cruzava o seu caminho, lugares cheios deles então, era antros de experimentações mentais e até psicodélicas pra aquela mente incansável.
E até onde isso levava? A quase lugar nenhum. E mais, a cada vez que ela observava, a quase certeza inabalável de que as identidades se mantém sempre em conflito crescia um pouquinho e esse quase ia desaparecendo aos poucos.
Querer se ver nos outros, era um tanto quanto confortável, porém, lá no fundo da mente, ela tinha fixado o desejo de não se parecer com nada e nem niguém tanto assim, de que as coisas não fossem tão fixas assim. E levava tudo como se fosse normal. "É normal" - dizia. Mas a mente.. Ah, essa sempre quis dizer o contrário.

segunda-feira, 7 de março de 2011

- Lembra como tudo isso começou?

- Nossos pés descalços tocando a água fria. Rostos acima do horizonte. Sem olhar para o outro. Silêncio.

-Silêncio, como sempre. Como nós podemos ser tão silenciosos no começo? É estranho pensar, não?

- Eu não acho. O silêncio sempre foi minha melhor qualidade. Por que você pensa que nós demos tão certo juntos?

- Eu não tenho a menor ideia, passarinho. Eu só sei que nós demos certo, sim. E isso é tudo o que eu preciso saber.

- Talvez. Mas eu penso que o silêncio foi um tipo de cupido para nós. Vindo tão devagar, fazendo antítese de todos os nossos momentos.

- Calmo e louco. Tolo e bom.

-Certamente.

-E o que mais?

- Eu não tenho a menor ideia, passarinho. Eu só sei que nós demos certo, sim. E isso é tudo o que eu preciso saber.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Instável.

E às vezes aquela dúvida infernal que fica na nossa cabeça faz com que os dias sejam estragados sem motivo. Saber se certas coisas devem mesmo influenciar em outras é a questão, impossível questão.
Queria viver num mundo onde nada é tão fixo, quero tudo mais flexível pra poder ver da melhor maneira e estar certa. Mas enquanto isso não acontece o jeito é refletir e talvez se deixar levar, porque essa sempre foi a maneira escolhida, mas nem por isso sempre deu certo.
Atitude demais pode atrapalhar, mas a falta dela causa um impacto maior ainda.
Pra uns mais que uma pausa, pra outros ação agora, nesse instante, sem mais delongas e por favor.
Cansei dessa maldita falta de sorte, cansei. Que vontade de ver tudo fluir, vontade de ver não tudo dar certo ao mesmo tempo, mas sim, que as coisas mais importantes e urgentes dêem certo agora. E o que eu mais desejo sempre e agora é: livrai-me desse azar contagioso. Amém.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ingrediente.

E naquela cozinha existia algo a mais além de arroz borbulhando, carne assando, jantar quase feito. Ali, havia um cheiro diferente do cheiro habitual que ela sempre sentia quando decidia cozinhar para ele. Talvez seria por aí que ela conseguisse medir o tamanho daquilo tudo. Sem entender muito bem o que estava havendo, mas tentando transparecer o contrário (como sempre) ela dava reviravoltas na cabeça, juntamente com a colher de pau dentro da panela de arroz. E logo depois do sinal do microondas, ela sente o cheiro de palavras acabando de sair do forno daquela boca:

-Já não sei mais.
-Não sabe mais o que?
-O que eu quero.
-Mas você nunca soube.
-É verdade, acho que hoje eu fico com o arroz.
-Boa escolha.

domingo, 4 de julho de 2010

Inteiro.

Eu também sei agora que pensar pra trás é indispensável, ainda mais com toda essa bagagem.
Ah, que intenso, que intenso mesmo depois de tanto tempo. E é incrível como continua tão aqui, de verdade, mil vezes e de novo. Tanto tempo que passou tão rápido, tão rápido que faz parecer pouco tempo. Apesar de nas aparências não ser tão intenso assim, mas aqui dentro continua do mesmo jeitinho, sem mudar uma só vírgula, e me disseram que é aí que realmente interessa.
Já reparei que esse sentimento de querer explodir vem quando o que tá acontecendo (ou aconteceu) é (ou foi) verdadeiramente muito intenso e real. Desses de não saber o que dizer, de dizer, dizer, dizer e parecer que não disse nada, de querer sair correndo 300, 500, 1.000 quilômetros sem parar só pra ver se dá pra medir o tamanho disso, e mesmo assim não ser suficiente.
É isso que me faz ver e saber que o que tá aqui dentro é realmente o que eu penso que é, e ser, e deixar, e se deixar explodir por aquilo sem medo. Porque é a melhor explosão que se pode ter.
E com certeza o oposto também percebe, e sente, e explode. Porque não é possível, tanta coisa boa em explosão, os pedacinhos saltam e atigem quem está por perto, com certeza.
E assim é como eu quero, explodir para dentro, para fora, para todos e principalmente para eles,para ele.



quarta-feira, 28 de abril de 2010

Acolá.

Indiferentemente, ela sabia por onde começar a caminhar. Mas o propósito da jornada ainda não estava fixo em sua mente, muito menos até onde isso iria perdurar.
Mas o que ela gostava mesmo de ouvir era "Vai lá, sem pensar" porque isso era exatamente o que ela gostaria de fazer há tempos. Não aguentava mais esse pensamento constante, essa busca intensa sem resultado algum, esse vigor na vida e falta dele no pensamento já bastava. Apesar que pensar demais que a fez tomar a decisão de ir, sem saber. E o que a fortalecia era a intensidade desse sentimento de fuga. Nada era o bastante, nunca foi, não é mesmo?
O que ela queria mesmo era explodir, se esvair em sentimento, em pensamento, e se perder; talvez para se encontrar no caminho.

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

10 p.m


Tentando entender o que nunca foi dito, nessa mistura mental que é sempre feita no estopim da agonia, da angústia, e até da angústia alheia. Não é possível querer se abster de tudo nunca, pelo contrário, o que há de mais fácil é padecer de pensar no próprio e no alheio, na metade e no todo. Distúrbio!
Interessante pensar no pensar, pensar no querer não pensar e mais uma vez no ser contraditório e sê-lo na prática.
É de se pensar, não?!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Habitat

-Desde quando foi precisa toda essa comoção?
-Desde sempre. Tudo esteve sempre aqui, comovente ou não. Esteve, está...
-Desde sempre sim, não, sim... Tudo bem, mas comoção não quer dizer sentimento.
-Passa pra frente, deixa lá onde está. Sem mais questionamentos, comoção vem de emoção, emoção pode ser sentimento sim.
-É, talvez...
-Você sempre foi confusa assim?
-Não. Só quando eu quero.
-É... Imaginei.
-É.
-Nada comovente essa sua atitude.
-Qual mesmo?
-É.
-Dá pra responder direito?
-Tá vendo.
-Droga, queria entender. Te entender.
-Talvez você saiba como. É só querer não ser tão confusa sempre. Se queira, me queira entender.
-Eu tento. Mas nada tá tão perto e intenso assim. Às vezes minha 'querência' falha.
-A de todos nós. Usa o sentimento.
-Consigo. Mas talvez não queira. Não quero. Nunca quis. Ah, você sabe e quer me irritar.
-Sim. É pra ver se você se comove.
-É.
-...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Presente.

Que já ta guardado aqui, não existem mais dúvidas. É algo tão crescente, que evolui tanto e de uma forma tão boa, fica difícil de expressar da forma correta. É como se passasem 3 anos de sentimento, pra só 1 mês de coisa vivida. Bagagem emocional, intensidade.
E tudo acaba ficando menos fosco, o brilho de tudo é maior, o sabor de tudo é melhor.
E nada tão intenso assim acaba rápido demais, e com certeza a tendência é só cescer, é só trazer mais brilho e sabor, é colorir.
Pra saber é só deixar o sentimento continuar fluindo.
Correnteza de sentimentos.
Encontro.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Porta.

E sopra um vento de estrela sem notar o que vem atrás. Se joga na onda mais alta pra colher os frutos do mar escondidos no topo da árvore da vida, sem notar o que vem pela frente. Sai do fundo pra mostrar que nada que passou continua tão vivo mais, que as coisas passam sim, de uma forma ou de outra. Diz que não vai mais deixar os galhos murcharem tanto, espera. Não quer mais viver de espera, mas espera, espera porque não há outra maneira de seguir até cansar. E se cansar, vai dizer vai tentar dizer pelo menos que aquele sopro já não é mais tão intenso, mas espera, espera sem cansar, porque nesse caso a espera é estimulante, espera é ápice de viver. Sabe que na nuvem da sua mente a chuva agora só faz molhar de bem, só faz crescer pra alegria. E quando a chuva parar, a do coração não seca, porque nada que tem um sopro tão forte de estrela seca fácil ou rápido demais, é um processo lento e indolor, sem mais pontos finais, mas com muitas reticências adoráveis, adoráveis. Sopros de estrela adoráveis, nuvens sempre molhadas, e raio de dia que consome.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Libera Geral

Cliquei em rascunho do Word e descobri que era aqui mesmo que eu queria escrever. Hoje eu nem estou afim de escrever coisas bonitinhas bloguianas com todos os acertinhos de linguagem e estética do mundo. Não.

Eu quero mesmo é rascunhar, rabiscar, distorcer. E eu sempre achei a destruição mais prazerosa do que a construção. A melhor coisa do mundo é pegar uma coisa assim, um aparelho, uma máquina, um equipamento ou até mesmo um prato e quebrar, estraçalhar, matar mesmo... Dá uma liberação de energia inexplicável. Ah, tão prazeroso!

E ai a vontade de destruição vai passando (ou dependendo do caso, ela só aumenta! Cuidado!) e vai dando espaço ao arrependimento de ter quebrado tal coisa, ou talvez o medo de alguém te dar um esporro daqueles porque você destruiu um pequeno bem material de merda.

Mas é assim mesmo, né? A vontade vem, a vontade é morta, a vontade vai embora, o remorso toma conta do lugar da vontade, o esporro toma conta do lugar do remorso, a raiva toma conta do lugar do esporro, a vontade vem, a vontade é morta, a vontade...

Bleh! Acho que eu vou embora antes que vontades me dominem e eu tenha vontade de matá-las, porque prazer e destruição pra mim são coisas conjugadas. Aham, coisas mesmo!

sábado, 17 de outubro de 2009

e ponto final ...

Um caminho, um abrigo para trazer o que se vêm perdendo com as horas que passam rápido demais, que deixam a desejar. Uma fonte de desejos, um ápice de sentimento, brainstorm. Por estas horas que nunca passam, invisíveis a olho nu, perdidas. Porque eu não quero mais dormir, quero acelerar, correr a rota, fazer rodar sem erradas impressões, e nesse mar de horas navegar sem rumo, à procura de abrigo e do que se vêm perdendo. Nenhuma pergunta, sem questões que a nada levam, deixa o barco levar, navega. Transmitir pensamento sem saber para onde vai, decidir seguir a intuição, porque as decisões intuitivas sempre foram mais bem tomadas e saber exatamente o que fazer no primeiro ato nunca foi tão fácil assim. Colher frutos, passar tempo, interrogações e principalmente reticências.


(Quase) Nada do que exponho é intrínseco e plausível.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Visualizando

Quando ele a pegou pelas mãos não sabia o perigo que estava correndo, só a encontrou indefesa, solitária, solta ao relento. Não havia nada dentro dele além da extrema vontade que sentia de levá-la, de cuidar de cada pedacinho dela, de viver com ela até que se curasse, sabia de todos os riscos, sabia de todos os  traumas que a conduziam ao erro, sabia que o caminho que queria seguir tinha um lado ruim mais acentuado do que o de lado de lá, mas a vontade, a tentação não o deixavam resistir, a vontade havia tomado conta da sua consciência naquela hora onde mais nada havia, só vontade. Com todo o cuidado que ele jamais teve (sempre foi considerado um homem bruto, de poucas palavras) pegou, acalentou e acariciou até que percebesse que ela se sentia um pouco segura, um pouco longe das dúvidas. Ela foi se soltando, foi amadurecendo aqueles poucos segundos de conhecimento, e foi querendo se libertar, foi querendo sair desse casulo, foi mostrando toda a liberdade que queria ter (sempre foi considerada apegada demais, dependente), e tentou seguir, tentou soltar-se dele o mais rápido possível. E ele ao perceber absurda situação se contrariou, as palavras acabaram novamente, a dureza voltou, a brutalidade era predominante mais uma vez. Ele tentou a soltar, mas se sentia apegado demais, não sabia o que fazer, pela primeira vez na vida, não sabia a atitude que queria tomar, mesmo cheio de vontades, dessa vez a vontade não fez seu papel absolutista, em estado de coma a vontade se encontrava. Ele a pegou pelas mãos, não sabia o perigo que estava correndo, não sabia. E a soltou, não sabia o perigo que estava correndo, não sabia.

20090324155713